22 de março de 2021

Poema do reconforto ou da contradança

                                         Foto: Leap of Dance Academy @leapofdanceacademy



Haverá quem diga que sou burro,

Mas, o burro que sou se escreve com 

"p" de poeta, a" de amor,  "o" de tesouro e dois "t" de teimosia


Talvez o você que me lê espere somente que eu seja

Um homem comum

Daqueles que entendem a hora de parar

Talvez, não (tomara que Amém)

De qualquer forma, já tem reflexos dele espalhados em todos os afetos que sinto

Pelas pessoas afora, embora

Nenhuma delas me faça sentir como ele me refaz


Perto-longe dele, a minha coragem de sentir é uma gota de orvalho

Acariciando os ventos que dão direção a sua rosa

Como uma mão refrescante sobre o peito

Onde pulsam os pontos cardiais


É certo que sinto tonta/tanta vontade de reconfortá-lo

De ser uma parte do abalo sísmico que ele precisa 

Pra dormir o sono dos justos

E causar insônia em seus vulcões adormecidos;

Vontade de deixar escancarado, nas entrelinhas da minha sutileza,

Que ele é o você que me lê, da minha vida


Haverá dias que meu sentir pode amanhecer meio indisposto,

Não tem problema porque quando lembro

Que ele me vai aquecer, me ajudar na preparação pra lutar

Quando sinto que ele existe

O sol abre a janela pra contemplar meus horizontes


Eu espero que o você que me lê goste de mim -

E goste que eu goste dele -

Do jeito que o agora for capaz

Sou feliz aprendendo a acompanhá-lo 

A estar a favor dele em qualquer contradança 


Quando não estamos juntos,

É a mão dele que escolho continuar segurando

E quando não houver o que dizer

É com ele que meu silêncio quer

Compartilhar como foi o dia



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