Quando estou longe-perto de você,
Acabo destreinado por mais que eu aprenda
Porque meu olhar quando reencontra você
Dorme no seu colo
Que bom que a partícula que sou nos confins do sem fim
Tem a chance de saber que você sabe que o você para quem escrevo é você e não outro
Eu nunca quero ir dormir brigado com você
Porque, no final dos tempos, é de mãos dadas com você que quero dobrar a esquina
Deixa, de quando em vez, meus lábios, sem emitirem som algum
Chamarem você de meu amor,, como chama que silencia em ardor no peito do mar,
Que a wabi sabi de cor e assalteado
Porque, mesmo sem falar, mesmo distante, o que eu sinto pode ser lido nos lábios do espaço-tempo
Quando eu estiver no seu lugar sagrado,
Sobe onde eu durmo encosta sua respiração no cangote da minha inspiração
Até que as roupas da minha alma se desintegrem, revestindo-me de arrepio
Que vence qualquer medo e terror
Minha mão pequena quer se perder indo ao encontro da sua
Quando nossas mãos se tocam,
O universo soluça, e, da palma da minha mão, brota alma
O cansaço não vai me deixar continuar esse poema
Que este verso seja desculpa
Pra acender o sol na próxima vez que a poesia for dormir
