Colagem: Karla Vidal
Se eu pudesse, colocaria aqui todos os corações que
Deixei de colocar nos seus Stories:
Aprendi a só saber postar meus corações pra você
Eu comprei a batalha de estar com você
E ganhei a descoberta da graça que é lutar por mim mesmo
É importante, quando sentimos que a felicidade está raiando:
Compreendê-la não mais como ré,
Mas, verdadeiramente, como sol
Você me enche de orgulho com suas lutas e luas
Ver você com a camisa na qual bordei uma semente que não cansa de brotar...
Achei você lindo
Os presentes que dou é pra que, em seus futuros, você fique ainda mais lindo
Por onde for:
Se é que isso é possível
É impensável pra mim expor você a qualquer situação que, mesmo de longe,
Possa se parecer com um vexame
Tenho me afastado de você porque meu entendimento é que
A minha proximidade fez você sentir vontade de me banir, de me expor
Às vezes, parece que me perder é uma questão de honra pra você
O que você falou me fez sentir um nada diante das pessoas
Meu coração se quebrou pelo avesso
Mas esse sentimento me fez entender
Que, no nada, as sementes também conseguem germinar
As flores que renascem do nada carregam uma beleza impressionantemente
Destemida
Será que você é tão burro e insensível que não consegue escutar
Quando meu disfarce de silêncio fala com todas as letras
Que meu corpo quer fazer respiração boca a boca com o seu?
Queria que você estivesse comigo, vendo a Lua brilhar sobre o rio Amazonas
Ser abraçado pela cintura por você e seus afluentes
Estou tentando olhar pra outros
Mas eles não conseguem se vestir de você
Se eu tivesse de um lado uma montanha de ouro
E do outro, uma de prata,
Elas juntas não conseguiriam chamar minha atenção
Como você faz, sem precisar ser tesouro nem altitude
Vou colocar esta poesia pra dormir
Tenho sonhado com blocos de palha que não se encaixam...
Fico procurando um quadro que nunca se perdeu: nele está desenhada
A paciência, que o seu método científico tenta, em vão, decifrar
Um abraço seu curaria tudo
Um abraço que não expulse o eu que está nascendo em mim:
Eu que tem força para enfrentar o nada, o tudo e até o conjunto vazio:
Que não consegue se esconder nem se achar